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Jornada de Empregabilidade. SYMPLICITY

October 24, 2018

 

 

Trabalho na Toledo Prudente Centro Universitário com marketing educacional há mais de 6 anos. E uma das coisas que gosto muito, é poder participar dos eventos da área.

 

Desta vez participei junto com a Jéssica Fioravante, que é gestora do Núcleo de Estágio e Emprego da Toledo Prudente, da Jornada de Empregabilidade, fomentada pelo Symplicity (uma plataforma que faz a gestão da carreira do alunos), que aqui no Brasil e operada pelo Grupo A.

Embora o conteúdo desse post seja extremamente voltado para a área educacional, acredito que falar sobre carreiras é interessante para todos públicos.

 

A Jornada de Empregabilidade teve como objetivo reunir especialistas, líderes de Instituições de Ensino Superior (IES) e profissionais do mercado para discutir os desafios e importância da empregabilidade em faculdades e universidades. O foco é aprimorar a jornada de carreira de estudantes e egressos.

Fiz bastante anotações, das quais destaco as seguintes falas:

 

·        Mathew Small. CEO da Simplicity:

 

O futuro e híbrido. Vivemos na era das incertezas. Por isso as instituições de ensino superior precisam buscar desenvolver habilidades para vida ao mesmo tempo que desenvolvem o conhecimento técnico dos alunos.

Para o Mathew, isso só e possível a partir de um “Ecossistema de Empregabilidade”, que possui 3 vértices, a estratégia, tecnologia e análise de dados.

 

 

·        Arapuan Motta Neto, Reitor da Unisuam

 

 O Arapuan é brother. Eu o conheci no Hubspot Inbound 2017 em Boston, e desde lá admiro e acompanho seu estilo de gestão. Além da dica para baixar o Resumocast e o How Built This, canais poderosos de podcasts, o que me marcou da fala do Arapuan é a visão que ele tem implementado na Unisuam, “uma startup de 50 anos”, como ele mesmo apresentou sua instituição.

 

 Ele explicou que "seu job" é imprimir em seus times que, todos, em qualquer momento e lugar são "gestores de carreiras" e que com metas compartilhadas (macro e micro), transformam o posicionamento da instituição de universidade tradicional, para uma "agência de empregos".

 

 Na prática a Unisuam tem investido em gente e gestão. Implementou uma equipe profissional de recursos humanos (desvinculando parcialmente do acadêmico, para fazer o trabalho de uma agência de empregos para os alunos). 

Sua equipe faz parcerias e intervenções diretamente nas áreas de recursos humanos das empresas para entregar o aluno, de fato qualificado, porque um aluno despreparado faz um marketing negativo para a IES. Trabalham muito com Linkedin.

 

 Destacou também que a "execução é tudo", muito mais importante do que o planejamento, é a “nossa capacidade de gestão".

 

 Agora o que ficou gravado da sua fala mesmo foi quando citou a frase que seu avô falava quando entrava em qualquer sala de reunião na universidade:

 

 " Se o tema dessa reunião não for o aluno, mude o assunto!"

 

 Hoje na sua gestão e com o foco das metas compartilhadas e acompanhamento diário de métricas ele adaptou a frase para:

 

 " Se o tema dessa reunião não for a EMPREGABILIDADE do aluno, mude o assunto!"

 

   

·        Rodolfo A. M. Ambiel, Presidente da Associação Brasileira de Orientação Profissional (ABOP)

 

Representando a classe dos psicólogos o Rodolfo explicou que o trabalho de orientação de carreira é ajudar o aluno a tomar decisões frente as barreiras, no sentido de planejar um projeto de vida.

 Ele explicou que na década de 70 isso significava utilizar um instrumento de pesquisa que uma vez preenchido mostrava "no que a pessoa deveria trabalhar".

 Isso funcionou naquela época, mas não faz o menor sentido em nossos dias. Hoje a orientação profissional fala apenas de uma "primeira escolha profissional". 

 Ele salientou a importância que a orientação de carreira tem no ensino superior, principalmente no primeiro ano do curso, período em que o índice de evasão é extremamente alto. E quão necessário é investir em tecnologia para alcançar esses objetivos.

 Apontou que a maioria das instituições despendem a maior parte de seus recursos na captação, mas não fazem a conta da evasão, que a médio/longo prazo tem um impacto assustador na receita.

 

 

·        Isabela Albuquerque, Coordenadora PUC Carreiras na Pontifícia Universidade Católica do Paraná

 

 Essa foi a moça dos sliders bonitos! Ela veio do marketing para a área de carreiras da PUC (isso justifica o layout bem feito da apresentação, rsrs).

 Mas, brincadeiras à parte, a Isabela contou um pouco do case de implementação inicial da área atual de carreiras na PUC. Sua frase inicial já impactou de cara:

 

 "O mundo mudou, e foi bem na nossa vez"!

 

 Gostei muito dessa frase, que para uns é positiva e para outros negativa.

Falou sobre a necessidade de trabalhar tanto a Empregabilidade como a Trabalhabilidade dos alunos, que seria a capacidade do aluno de criar oportunidades em meio a cenários de crise (embora crises, não existam no Brasil, rsrs).

 

 De forma prática contou como o Symplicity está ajudando no mapa estratégico de carreiras da PUC, com portal de carreiras para os alunos e dados para tomada de decisão.

 Ela contou o case do evento de carreiras que trouxe egressos de sucesso para conectarem-se com os alunos, onde eles puderam responder 3 perguntas principais:

 

 1- Como sua carreira se desenvolveu?

2- Como a IES ajudou em sua carreira?

3- Quais dificuldades encontrou no caminho?

 

 Apontou o relacionamento com o mercado de trabalho como grande diferencial em seu mapa estratégico de carreiras, que tem como um dos pilares, gerar valor para as empresas.

 

Nesse contexto a PUC realiza parcerias para eventos, recrutamento e seleção sem custo, estimula a cultura do employer branding, oferece acesso ao banco de currículos de forma gratuita e em contrapartida solicita conteúdo das empresas de forma que possam transformar os imputs recebidos para o desenvolvimento de soft skills dos alunos.

 Nesse contexto todo a Isabela ressaltou a importância de tirar todas as burocracias possíveis e "fazer o básico bem feito, pra só depois tentar gourmetizar".

  

 

·        Maira Habimorad, Diretora de Desenvolvimento do Aluno no Grupo Adtalem, Comentarista de Carreira da GloboNews, e Board Member na Cia de Talentos

 

 A Maira veio do mercado para a educação. E essa química pra mim, é sempre fantástica.

 Ela começou sua fala com: 

 

"Não tem nada mais poderoso do que uma ideia, na hora que Ela chega"

 

 Foi a ideia de usar sua experiência com carreiras na Cia de Talentos que a fez "pivotar" sua própria carreira para a área de educação.

 

 De uma maneira muito simples, explicou que o papel do ensino superior e ser uma ponte entre o jovem e o mercado de trabalho.

 A grande dificuldade disso está no GAP dos modelos mentais da academia e o mercado de trabalho. Enquanto a escola vem de um modelo mental:

  • Linear

  • Previsível

  • Resultados médios

  • Comportamento aceitável

  • Ciclos fechados

O mercado de trabalho se apresenta:

  •  Não linear

  • Imprevisível

  • Resultado superior

  • Comportamento esperado

  • Ciclos abertos.

 De acordo com uma pesquisa do Institute for the Future os jovens de hoje terão de 8 a 10 empregos até os 38 anos. E 85% dos jobs em 2030 ainda não foram inventados.

 Outro dado interessante que a Maira trouxe foi:

 

 “No passado os profissionais aprendiam para o trabalho, hoje eles aprendem com o trabalho, o que significa que uma habilidade técnica tem a duração de apenas 5 anos e meio. Por isso a capacidade de adquirir mais conhecimento será mais importante do que o conhecimento que as pessoas já possuem”.

 

 Ela então explicou sobre o conceito de heróis e times. Heróis são indivíduos únicos, times são luz e sombra. São times que realizam mudanças significativas. As IES tem missão de preparar alunos que saibam jogar e contribuir em times.

 

 A Maira atua na área de carreiras para marcas como FGV, INSPER, Albert Einstein e Ibemec (só marca fraquinha, não é?). Ela explicou que seus projetos têm 3 forças:

 

 ·        Digital: A tecnologia muda tudo, a todo momento (aqui entra o Symplicity)

 ·        Propósito: Dar sentido ao trabalho, enxergar um significado do porque o aluno faz aquilo (isso não volta, afirmou).

 ·        Diversidade: as empresas e indivíduos precisam entender que quanto mais heterogênea for uma equipe, maior a possibilidades de geração de resultados. A heterogeneidade representa melhor a sociedade. A IES precisa saber trabalhar com isso.

 

 No final o que se torna de fato relevante são os comportamentos. Então ela encerrou com esse belíssimo poema de Victor Hugo, parafraseado:

 

Desejo. Outrossim. Que você tenha.

Um ego forte. Porque é preciso ter força e coragem.

E que pelo menos uma vez por ano, coloque ele em sua frente e diga:

Você e meu!

Só para que fique bem claro quem e o dono de quem.

  

 

·        Minha conclusão:

 

 Falando da responsabilidade que uma instituição de ensino tem em carreiras realmente é necessário criar um ecossistema de estratégia, analise de dados e tecnologia na área. Mas isso não adianta se não tiver impresso a cultura e os processos como apontou o Arapuan, que enfatizou que seu job diário é transformar todos na Unisuam em gestores de carreiras (e isso é feito por repetição, massificação e autoexclusão daqueles que não se encaixam nesse modelo). Eu sou feliz e grato por participar desse movimento na Toledo Prudente, que há anos já trabalha também pensando nas conquistas dos alunos.

 Para mim, é empolgante saber que o mundo mudou, e foi bem na minha vez, que minhas habilidades técnicas sempre precisarão ser recicladas de 5 em 5 anos e que com 30 anos, já tive 5 empregos e faltam mais 3 pra entrar na estatística...

 Mas de tudo, por incrível que pareça, durante toda a palestra eu estava pensando na minha filha, Marjorie Elisa (8 anos) e na grande responsabilidade adicional que eu tenho como pai de prepará-la para um mercado não linear e desde já ajudá-la a desenvolver e potencializar suas habilidades comportamentais, já sabendo que ela terá o propósito como pilar para escolha da sua carreira.

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